
Muitos certamente se recordam dos antigos Despachantes. Eram escritórios, e pessoas que trabalhavam em escritórios, que se dedicavam a fazer tramitar pedidos perante os órgãos públicos. Os despachantes conheciam a burocracia dos órgãos públicos, e sabiam como chegar neles, pois criavam um vínculo estreito com os funcionários de tais órgãos. Por isso se recorria aos despachantes para ter êxito nos pedidos desejados, e sem eles o sofrimento era enorme com as idas e vindas.
Hoje os procedimentos perante os órgão públicos ainda são burocráticos, mas o acesso pode dar-se pelo próprio interessado. Por exemplo, qualquer segurado do INSS pode encaminhar seus próprios pedidos de aposentadoria ou outros benefícios. Se ainda houvesse os despachantes, eles poderiam fazer os pedidos de benefício perante o INSS. Entretanto, realizar o próprio pedido, ou o pedido de amigos, familiares e conhecidos encerra um enorme risco. Esse risco decorre do desconhecimento da interpretação da lei, e do desconhecimento da jurisprudência (isto é, da interpretação realizada pelos tribunais, em relação às leis).
É comum nesses pedidos feitos por leigos pedir-se menos do que se tem direito, aceitar-se como correto o direito menor do que o devido e assim por diante. Os direitos previdenciários sempre foram direitos complexos. Não raro, satisfeitos com o que lhes é dado, cidadãos acostumam-se com o benefício que vai definhando, e quando procuram um advogado já se esgotou o tempo para o pedido de revisão.
Pedir benefícios do INSS não é tarefa comum, simples e que pode ser feito por qualquer um. O ato de pedir, de fato, pode ser realizado por qualquer pessoa, mas o ato de pedir certo é bem mais complexo. Sendo assim, quem se aposentou há menos de 10 anos, procure logo um advogado, pois somente ele pode fazer um ?pente fino? na história do segurado, a fim de extrair dela o melhor benefício.
Corra, quem sabe ainda é tempo."